Meio Ambiente
16/04/2018 - 06h35

Construção de barreira na Ponta da Praia está concluída




A construção da barreira para minimizar os impactos das ressacas e diminuir o processo erosivo na Ponta da Praia foi concluída com a instalação do último dos 49 bags preenchidos com areia da praia. A informação foi confirmada pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa em entrevista coletiva concedida no local da obra na última sexta-feira (13).
 
O chefe do Executivo explicou que a empresa ainda vai nivelar os bags para atender ao que está estabelecido no projeto piloto proposto pelos professores da Unicamp Tiago Zenker e Patrícia Dalsoglio Garcia.
 
A faixa de areia entre o canal 6 e o Aquário, onde está instalado o canteiro de obras, permanecerá interditada para que os equipamentos sejam retirados, o que deve ocorrer até o fim da próxima semana.
 
“A partir de hoje (sexta, 13), vamos verificar se os bags estão sedimentados, analisar também os impactos na vida marinha, e verificar como a barreira está influenciando na energia das ondas”, explicou o prefeito.
 
Já na próxima semana, os autores do projeto piloto estarão em Santos para fazer o levantamento topográfico da área. Os resultados da barreira servirão para definir as intervenções definitivas para conter o processo erosivo.
 
“É importante ressaltar que esta solução é inédita no Brasil. E ela será monitorada pelos técnicos da Unicamp, que vão produzir relatórios detalhados, inclusive sobre o ‘engordamento’ da praia, que é um dos objetivos do projeto. Este é um problema de décadas, e a Prefeitura tomou providências para solucionar e devolver esse espaço para o munícipe e também para os nossos turistas”, disse o prefeito.
 
Paulo Alexandre explicou que, para acelerar a recuperação da faixa de areia, a Prefeitura continuará fazendo o ‘engordamento’ mecânico da praia, levando o sedimento da região do canal 2 para a Ponta da Praia por caminhões. “Cumprimos uma etapa importante e agora é monitorar para que a gente possa avançar na solução desse problema”.
 
Linha do tempo
 
O projeto piloto foi anunciado pela Prefeitura no dia 6 de dezembro de 2017. Dias depois, a proposta foi apresentada aos moradores da Ponta da Praia em audiência pública. No dia 3 de janeiro, a faixa de areia entre o canal 6 e o Aquário foi isolada para a instalação do canteiro de obras.
 
Dez dias depois de iniciados os trabalhos, a obra foi suspensa por decisão judicial. O pedido de interrupção partiu do Ministério Público Estadual, que entendia ser necessária a licença ambiental. No dia 2 de fevereiro, parecer técnico da Cetesb atendendo à determinação da Justiça em mandado de segurança impetrado pela Prefeitura concluiu pela dispensa do licenciamento ambiental.
 
Foram 24 dias de paralisação, até que no dia 6 de fevereiro o trabalho foi retomado com a autorização da Justiça. No dia 17 de fevereiro o primeiro bag foi instalado.
 
A obra do projeto piloto custou R$ 2,9 milhões, recurso liberado pelo Ministério Público Estadual e que é resultado de multa ambiental por acidente ocorrido no Porto de Santos.
 
Como funciona
 
A barreira construída em formato de “L” tem mais de 500 metros e é formada por 49 bags. A estrutura paralela à praia serve para diminuir a energia das ondas. A outra, a partir da mureta da orla, na altura da Rua Afonso Celso de Paula Lima, vai ajudar a armazenar areia no local. Cada saco tem 25 metros de extensão e, depois de preenchido com a areia, pesa cerca de 300 toneladas.
 
Com o sedimento que a Prefeitura continuará transportando para a Ponta da Praia por caminhões, o resultado esperado é o “engordamento" da praia. O processo erosivo observado no local foi acentuado a partir de 2011. Com o avanço do mar e a perda da areia, a estrutura urbana fica mais exposta aos efeitos das ressacas. Em 2016, dois grandes eventos destruíram as muretas e o Deck do Pescador. O mar também invadiu prédios e clubes da Ponta da Praia.
 
 
Da Redação
 

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