Esportes
13/06/2018 - 04h25

Jogadores das seleções valem R$ 47 bilhões




A partir da quinta-feira, dia 14, vão entrar em campo na Rússia ativos de EUR 10,3 bilhões de euros (R$ 47 bilhões), que é o valor total dos jogadores das 32 seleções que disputam a Copa de Mundo de Futebol.
 
O cálculo da empresa alemã Transfermarkt, especializada no valor de atletas, aponta a França como a seleção mais valorizada, com EUR 1,08 bilhão. A equipe da Espanha fica na segunda posição com EUR 1,04 bilhão.
 
A seleção do Brasil vem em terceiro com seus 23 jogadores valendo EUR 952 milhões - soma inferior ao peso do Barcelona e do Manchester City, campeões da Espanha e da Inglaterra, com elencos estimados em cerca de EUR 1,02 bilhão cada um.

 
O Brasil e a Argentina têm, em todo caso, os dois craques mais caros da competição e do planeta futebol: Neymar e Messi, cada um valendo EUR 180 milhões. Cristiano Ronaldo, de 33 anos, capitão de Portugal e melhor jogador do mundo no ano passado, segundo a Fifa, fica na oitava posição com estimativa de EUR 100 milhões. A cotação do português é reduzida em função de sua idade.
 
As enormes quantias ilustram a que ponto o futebol se tornou uma indústria de espetáculo, turbinada pelos direitos de transmissão de televisão e merchandising. O futebol profissional gera cada vez mais dinheiro, e as somas investidas para contratar os melhores jogadores não param de aumentar.
 
No entanto, certos especialistas consideram que o levantamento da Transfermarkt é conservador, no puro estilo alemão. Outras consultorias devem divulgar rankings de seleções e jogadores nos próximos dias, antes do início da Copa.
 
Em Hamburgo, Thomas Lintz, um dos diretores da Transfermarkt, diz que foram ouvidas avaliações de especialistas e foi feito o acompanhamento de contratos para determinar quanto vale cada jogador.
 
O valor dos três primeiros adversários do Brasil - Suíça, Costa Rica e Sérvia - soma EUR 500 milhões, quase metade do peso da seleção brasileira. Neymar vai enfrentar no primeiro jogo, contra a Suíça, uma defesa em que os cinco jogadores custam EUR 52 milhões no total, quase um quarto do valor dele.
 
Os jogadores brasileiros mais baratos são o goleiro Cássio, do Corinthians - apenas EUR 4 milhões -, e o zagueiro Geromel, do Grêmio, pesando EUR 5 milhões.
 
A idade conta nos cálculos para determinar o custo de um jogador. O caso de Cristiano Ronaldo é um exemplo. Outro é do zagueiro titular do Brasil, Tiago Silva, de 33 anos. Ele tem passe estimado em apenas EUR 10 milhões, enquanto Marquinhos, seu reserva, de 24 anos, vale EUR 55 milhões, cinco vezes mais.
 
Na seleção da Espanha, o capitão Iniesta, de 34 anos, continua a encantar com seu futebol, mas só vale agora EUR 10 milhões, comparado a EUR 80 milhões para seu companheiro de meio de campo Busquets, de 29 anos.
 
Uma explicação para a valorização da seleção francesa é a juventude de boa parte de seus atletas, como Mbappé (EUR 120 milhões), Antoine Griezmann (EUR 100 milhões) e Pogba (EUR 90 milhões).
 
A seleção da Alemanha, atual campeã mundial, é apenas a quarta mais valorizada. E na lista dos 25 jogadores mais caros, só figura Toni Kroos, EUR 80 milhões.
 
A equipe mais barata é a do Panamá, estimada em EUR 9,1 milhões, a metade do que custa a seleção da também fraca Arábia Saudita. Os jogadores de ambas têm, porém, enorme potencial valorização, já que são praticamente desconhecidos na cena do futebol internacional.
 
Jogador é cada vez mais um ativo a ser preservado com atenção. Na Europa, 22 times já entraram nas bolsas de valores, incluindo Roma, Juventus e Lazio (Itália), Borussia Dortmund (Alemanha), Celtic (Escócia),Besiktas, Fenerbahçe, Trabzonspor et e Galatasaray (Turquia), Benfica, Sporting e Porto (Portugal).
 
O STOXX Europe Football Index, que cobre os times listados nas bolsas na Europa, sofreu contração de 10,4% neste ano.
 
O mercado de futebol na Europa teve faturamento de EUR 25,5 bilhões em 2016/17, num aumento de 4% em relação à temporada anterior, graças ao aumento nos direitos de transmissão de jogos pela TV.
 
A Mediapro, empresa espanhola controlada por capital chinês, acaba de adquirir os direitos de TV do campeonato francês, de nível médio, por EUR 1,15 bilhão no período de 2020 a 2024, uma alta de 60% sobre o contrato anterior.
 
Por sua vez, a federação espanhola exige EUR 1,3 bilhão por temporada, e as negociações com grupos de televisão continuam.
 
No merchandising, quem está ganhando entre as seleções que vão à Russia é a Nigéria. Sua nova camisa faz sucesso e a federação diz ter recebido milhares de encomendas. A camisa custa EUR 70.

 
 
Valor Econômico
 

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