Economia
09/05/2019 - 04h19

A Baixada Santista no radar da economia criativa no mundo


Santos tornou-se referência no assunto ao premiar a população com um trabalho de excelência e ter sido eleita a cidade sede do Encontro Anual de Cidades Criativas da Unesco
 
 
A economia criativa tem estado cada vez mais presente nas políticas públicas, com importante demonstração de empenho e dedicação dos gestores em contribuir para a sua discussão, difusão e consolidação, especialmente em tempos de crise no qual o país mergulhou.
 
Considera-se economia criativa o setor formado pelo conjunto de atividades econômicas relacionadas à produção e distribuição de bens e serviços, de valor cultural, intelectual, social e artístico, que utiliza a criatividade, a inovação e as habilidades individuais ou coletivas como insumos primários.
 
Atento ao crescimento do setor na economia brasileira, que representa 2,6% do PIB nacional, em 2017, apresentei o Projeto de Lei nº  278, que institui a Política de Incentivo à Economia Criativa no Estado de São Paulo, mediante a adoção de ações como a produção de informação, conhecimento e ampla divulgação sobre a economia criativa; formação para profissionais e fomento aos empreendimentos criativos; criação e adequação de marco legal e institucionalização do tema.
 
Na mesma linha, também apresentei o Projeto de Lei nº 487/2018, que disciplina a promoção, o fomento e o incentivo do audiovisual no estado. Ambos ainda tramitam na Assembleia. O objetivo das proposituras é incentivar e fortalecer o setor, oferecendo os instrumentos e investimentos necessários, formando mão de obra, estimulando a troca de experiências e o trabalho em rede, além de proporcionar espaços de coesão social, com a finalidade de potencializar iniciativas existentes e auxiliar na implantação de novas experiências.
 
E por falar em iniciativas pioneiras e inovadoras, Santos tornou-se referência no assunto ao premiar a população com um trabalho de excelência, e ter sido eleita a cidade sede do Encontro Anual de Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que será realizado em junho de 2020.
 
Pela primeira vez, o evento será realizado na América Latina. E pela primeira vez, uma cidade sem status de capital de estado sedia o encontro. É certamente o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo setor criativo do município, que há quatro anos é também membro da Rede de Cidades Criativas da Unesco, ao lado de Barcelona, Sevilha, Granada (Espanha), Roma (Itália), Sidney (Austrália), Toronto, Quebec e Montreal (Canadá).
 
A escolha foi motivada pela quantidade de festivais; cursos técnicos, de graduação e especialização; além de salas de exibição de filmes no município. Também integram os critérios de seleção as mais de 400 produções audiovisuais e projetos de inclusão social, como as denominadas Vilas Criativas.
 
O evento é um marco para o Estado de São Paulo e para o Brasil, atraindo turistas das mais diferentes nacionalidades, culturas e costumes, injetando dinheiro na economia regional e levando a diversidade, a riqueza e o potencial de vocações, atrativos e atividades turísticas, históricas e culturais presentes nos municípios que compõem a região metropolitana para o mundo.
 
 
Caio França, tem 30 anos e foi reeleito deputado estadual com 162.166 votos. É advogado formado pela Universidade Católica de Santos. Foi o vereador mais votado da história de São Vicente. É coordenador da Frente Parlamentar de Apoio a Baixada Santista e Vale do Ribeira e é líder do PSB na ALESP.
 

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