Saúde
19/04/2017 - 06h47

Brasileiro está mais obeso, diz Ministério da Saúde em pesquisa




Na última década, o brasileiro ficou mais obeso e, em consequência, sofreu mais com doenças cardíacas crônicas. Pesquisa do Ministério da Saúde, divulgada nesta segunda-feira, aponta que a obesidade cresceu 60% no país desde 2006 e, atualmente, atinge um em cada cinco brasileiros. No país, o problema atinge 18,9% da população; na capital federal, 16,7% (calcule seu índice de massa corporal abaixo).
 
O excesso de peso é realidade para mais da metade das pessoas, 53,8%, sobretudo entre os homens. O crescimento em 10 anos foi de 26,3%. Os quilos a mais na balança acompanham a idade e atingem 62,4% entre 45 e 64 anos.
 
Doenças
 
O número de pessoas diagnosticadas com diabetes cresceu 61,8% – a maioria, mulheres. Em relação à hipertensão, popularmente conhecida como pressão alta, o aumento de  diagnósticos foi de 14,2%. Os casos são diagnosticados na maioria entre pessoas com menos escolaridade.
 
Alimentação
 
Por outro lado, a pesquisa revelou uma mudança de cultura, com a adoção gradual de hábitos saudáveis, com uma alimentação mais balanceada e, cada vez mais, o uso do tempo livre para a prática de exercícios. Esta seria a razão para que os índices de excesso de peso estacionassem de 2015 para 2016, embora o resultado da década seja muito ruim.
 
Frutas e hortaliças passaram a fazer parte da mesa do brasileiro, mas apenas 1 em cada 3 adultos adotam o hábito em cinco dias da semana. O feijão, contudo, foi presença menos frequente no cardápio. O hábito de beber refrigentes e sucos artificiais está ficando fora de moda – o indicador de consumo caiu à metade. A população tem preferido usar o tempo livre para se exercitar: 37,6% adotaram alguma atividade física, sobretudo jovens de 18 a 24 anos.
 
Na contramão, porém, o consumo de bebidas alcoólicas cresceu e 19,1% dos brasileiros tomam 4 ou mais doses a cada 30 dias. Entre os homens, o índice teve ligeira alta: de 25% para 27,3%. Entre o público feminino, o crescimento foi mais expressivo: de 7,8%, em 2006, para 12,1%. “As mulheres estão mais na cervejinha”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Do total de entrevistados, 7,3% admitem dirigir embriagados.
 
Metas
 
O Ministério da Saúde afirma ter estimulado hábitos e alimentação saudáveis – como via retirada de 14 mil toneladas de sódio dos alimentos nos últimos 4 anos –, além de maior acesso a medicamentos. O resultado foi a queda de 2,6% em mortes precoces.
 
Há ainda três metas postas até 2019: estabilizar a obesidade em 17,9%; reduzir o consumo de refrigerantes em 30%; e fazer com que 43% consumam hortaliças regularmente.

 
 
Agência Brasil