Turismo
11/10/2018 - 04h41

Amsterdã pede a turistas que se comportem


Excesso de visitantes faz prefeitura impor novas regras e aumentar multa a bêbados e arruaceiros

 
Amsterdã enfrenta um desafio. Impulsionado por voos e acomodações baratas, o turismo cresceu 60% na última década e inundou de gente suas ruas bucólicas e seus canais centenários.
 
O que preocupa as autoridades locais, no entanto, é que parte da torrente humana não chega para visitar museus e praças, mas vem atraída por maconha e prostituição – ambas legais. O grande fluxo de visitantes tem causado incômodo, principalmente para quem vive no centro histórico. 
 
Mas o problema vai muito além da quantidade de turistas. É também como eles se comportam, sem respeitar as regras locais, lotando e tumultuando as ruas. No ano passado, 20 milhões de turistas passaram pela cidade. 
 
Os moradores reclamam que não há policiais suficientes. Com as ruas lotadas, as ambulâncias têm dificuldades para realizar atividades de emergência e chegar até as pessoas que precisam delas. O ombudsman de Amsterdã, Arre Zuurmond, descreveu a situação como uma “floresta urbana sem lei”. Ultimamente, até as prostitutas têm se queixado que a multidão de turistas espanta os clientes. 
 
Pim van Burk, de 33 anos, que mora no Bairro da Luz Vermelha, diz que o barulho não incomoda, mas sim a dificuldade de chegar em casa. Ele tentou resolver o problema instalando duas campainhas em sua bicicleta. “Assim, as pessoas pensam que há mais bicicletas atrás delas”, explicou. 
 
Agora, a prefeitura resolveu apertar o cerco. Aumentou para 140 euros (R$ 630) a multa por bebedeira, algazarra ou para quem urinar na rua. Fotografar as prostitutas está proibido. A prefeitura intensificou a limpeza das ruas, que amanheciam imundas, e iniciou uma campanha para que os visitantes respeitem as novas regras. Agora, é torcer para dar certo.
 
 
Agência Brasil